Pensamento de hoje

Poder de um lado e medo do outro formam a base da autoridade irracional.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Rua Aquidaban


A Rua Aquidaban

A pacata Rua Aquidaban é uma das fronteiras para especulação imobiliária. A cobiça e a ganância enfrentam a qualidade de vida e um modelo residencial consolidado que equilibra muito verde e permeabilidade, residências unifamiliares e privilegia a insolação e a ventilação.

Não pode ser considerada uma via estratégica para mobilidade urbana,  pois liga nada a coisa nenhuma.A partir da abertura da Avda. Marques de Olinda e sua consolidação como um eixo viário, a Rua Aquidaban recuperou o seu perfil residencial, com redução do fluxo de veículos e potencial para um novo modelo de rua, mais bucólica, com verdadeiras ciclovias, não essas infames ciclofaixas que são uma verdadeira guilhotina para os ciclistas que nelas se aventuram.

Em 12 de abril de 2011 já houve uma tentativa de mudança de zoneamento e principalmente de gabarito. A pretensão do grupo que defende a mudança é que na rua se possam construiredifícios de até 12 pavimentos. no caso de aprovada representaria uma perda significativa de qualidade de vida para todas as residências existentes não só na própria Rua Aquidaban, como em todo o seu entorno e inclusive tendo impacto negativo por varias quadras em volta.

Da audiência daquele dia, duas imagens nítidas ficaram, a primeira foi a insistência dos representantes da proposta favorável a verticalização, que não aceitariam menos que 12 pavimentos, caso contrario o empreendimento pretendido não se viabilizaria economicamente. A segunda e mais aviltante, de que a proposta tinha como objetivo atender praticamente um único imóvel que pelo seu tamanho e localização seria o maior beneficiado com a mudança.

O texto original da LOT prevê que a Rua Aquidaban seja uma faixa viária, o que não é mais que um subterfúgio para permitir a verticalização tresloucada e o adensamento que se estenderá além da própria rua avançando 200 metros para o interior das quadras, a partir do eixo da rua, que tem o seu acesso a Rua XV, totalmente comprometido num extremo e no outro cruza a Rua Otto Bohem que tampouco tem um acesso fácil a Avda. Marques de Olinda.

De nada parecem servir os abaixo assinados, as manifestações claras e inequívocas da maioria, ou quase unanimidade  dos moradores do trecho  ao norte da Otto Boehm, tanto da rua, como de toda a área afetada pelo impacto da autorização de prédios residenciais com até 12 pavimentos ou da ampliação da permissão de usos para comércio e serviços.

 Os especuladores não irão morar lá e  pouco se importam em destruir a qualidade da via e do entorno desde que possam encher seus bolsos, utilizando de todas as formas e argumentos possíveis para transitar com ruborizante desenvoltura pelos gabinetes dos poderes municipais que, a seu turno mostram-se cordialmente receptivos a investidas de caráter pessoal, quando com caráter impessoal deveriam, claro, com cortesia, mas, fundamentalmente com transparência e publicidade, de portas abertas,  dar-lhes a mesma receptividade de modo a separar claramente o público do privado, o lobismo autêntico e democrático, das práticas nada republicanas.

É evidente que a cobiça tem um apetite desmedido e não há dieta que a coloque na linha,  encontrando sempre gente pronta a servir  ou  a se prestar para tão vergonhoso papel.

segunda-feira, 25 de março de 2013

A importancia das ONGs


Entrevista de Veja com Bill Clinton:

Como o senhor vê o papel dos cidadãos diante dos desafios do século XXI?

"...A boa notícia é que temos mais poder do que nunca para construir um mundo de valores e oportunidades compartilhadas, mas, para obter sucesso no século XXI, três setores da sociedade - governo, iniciativa privada e organizações não governamentais, as ONGs - rescisam trabalhar juntos... E o papel das ONGs, grupos de cidadãos que trabalham juntos em prol do bem comum, está se tornando cada vez mais relevante.

... As ONGs são instituições únicas: por serem formadas por cidadãos, não dependem de cargos políticos e , portanto, tem mais liberdade para experimentar novas ideias. Ao contrario das empresas privadas, não precisam produzir lucro para satisfazer os acionistas. Devem prestar contas de suas ações e ser cuidadosas con seus orçamentos, mas, se algo não dá certo, podem facilmente mudar de rumo e tentar uma estratégia diferente.

sábado, 2 de março de 2013

As obras de Rua Timbo


A Rua Timbó

As obras do Rio Morro Alto que margeia a Rua Timbó no Bairro América continuam lá como ficaram no final do governo anterior. Inconclusas, pelo ritmo parece a construção da Catedral de Colonia na Alemanha que levou quase 500 anos para ser concluída e também estorou o orçamento previsto. 

Por parte do novo governo até agora só silencio. Se alguém perguntar é provável que a resposta seja que não há dinheiro e que retomarão quando possível.

A situação atual é de risco, a sinalização viária esta incompleta e o transito de veículos e pedestres oferece perigo. De fato já houve vários acidentes ocasionados pela falta de sinalização como pela imprudência.
Os moradores da Rua Timbó e adjacências têm aproveitado as feiras estivais e o marasmo dos canteiros de obras para sugerir alternativas ao projeto.

 “Uma das propostas surgidas nas calçadas da Timbó Street é de que se concluam as CINCO PONTES ( haja vista que nenhuma está pronta) e que SE INTERROMPA a Timbó Street entre as ruas Orleans e dos Atletas, fazendo daquela quadra um calçadão , que possa ser incorporado no entorno paisagístico do novo Ginásio Ivan Rodrigues .” 

Há quem ache que pode ficar do jeito que esta, uma rua larga, sem buracos e com pouco transito. À  exceção seria a de resolver a falta de sinaleiros nas esquinas das Ruas Conselheiro Arp e Jaraguá, o resto pode ficar como está. Poderia inclusive ser convertida em Rua de Lazer, como a Beira Rio nos domingos pela manha, ficaria maravilhosa! Esperamos que fique assim...ou que as obras se concluam de uma vez. Mas que se decida.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Conferencia da Cidade


Conferencia da Cidade

O executivo ainda esta engatinhando nos quesitos organização e participação popular. A falta de pratica faz que se pague um preço alto. Boa parte do tempo previsto na reunião preparatória para a próxima Conferencia Extraordinária da Cidade de Joinville foi dedicada a dirimir duvidas e esclarecer pontos criados por uma redação pobre e confusa do documento original. É verdade que agora há ao menos boa vontade, o que representa um avanço frente ao modelo anterior de gestão municipal.

O curioso neste caso é que o prefeito que foi eleito como paladino da democracia e defensor da participação popular sofreu varias derrotas pela incapacidade em organizar de forma competente uma conferencia da Cidade participativa e democrática e um debate com a sociedade que cumprisse todos os requisitos legais. E o prefeito atual que tem um perfil muito mais autoritário esta seguindo a risca a legislação que permite uma maior participação da sociedade.

Outro fato notável e que merece parabéns, foi o protagonizado por conhecidos operadores do direito, que com a sua competência conseguiram incluir três sócios vinculados ao mesmo escritório de advocacia na comissão preparatória da Conferencia da Cidade, cada um representando segmentos diferentes da sociedade. Um show de articulação política  e exemplar desprendimento em favor da Cidade.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Conferencia da Cidade

Gostaríamos de parabenizar o Arqto. Arno Kumlehn que ontem foi eleito na comissão preparatória para conferencia da cidade, representando o Bairro América.

Ficamos também satisfeitos com a eleição do Dr. Gustavo Pereira e do Eng. Gilberto Krause.

Felizmente temos nomes de peso que muito bem irão nos representar!! Pessoas estas muito bem preparadas e gabaritadas para organizar esta Lei de Ordenamento territorial de Joinville.

http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a4052629.xml&template=4187.dwt&edition=21434&section=2003

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A figueira da Nereu Ramos

O Bairro América tem varias arvores tombadas que formam parte do nosso patrimônio e do verde urbano de Joinville

O jornal A Noticia publicou hoje este texto que merece leitura


A figueira da Nereu Ramos, por Giane Maria de Souza*

Nos últimos tempos, aconteceram inúmeros protestos pelo Brasil, principalmente nas redes sociais, por causa da derrubada criminosa de árvores da Usina do Gasômetro no Centro de Porto Alegre. O prefeito de lá, o senhor José Fortunati, do PDT, no dia 6 de fevereiro, emitiu uma justificativa vexaminosa para o corte das árvores: “As pessoas não utilizam estas árvores no Gasômetro”. Óbvio, na visão despreparada de um político que não entende de urbanismo, tampouco de planejamento paisagístico urbano, uma árvore é simplesmente uma árvore, atrapalhando a expansão econômica e comercial da cidade. Nesse caso específico, o corte justifica-se, já que é para a duplicação de uma avenida de Porto Alegre, que integra o pacote das chamadas obras da Copa, segundo informações da Prefeitura da capital gaúcha. Os jornais registraram jovens subindo nas árvores para evitar a derrubada delas, fizeram vigílias, protestaram. Lembrei da figueira de Joinville.

Na história ambiental da nossa cidade, algumas árvores entraram para a lista municipal de salvo-conduto. Conforme o decreto nº 9755 de 13 de setembro de 2000, pelo qual reza o art. 1º, ficam imunes de corte: “Uma árvore adulta da espécie botânica Ficus benjamina L, pertencente à família Moraceae, vulgarmente conhecida por figueira ou figueira-benjamim. Originária da Ásia tropical e Malásia, foi introduzida no Brasil há mais de dois séculos com fins ornamentais. (...) O exemplar está com aproximadamente 15 metros de altura, copa bem desenvolvida com cerca de 12 metros de diâmetro, oferecendo, por conseguinte, ótimo sombreamento no local. (...) Seu estado fitossanitário é bastante satisfatório, não apresentando nenhum sintoma de pragas ou moléstias. Com o avanço da idade, passa a emitir raízes adventícias, o que lhe empresta um belo efeito estético. Está situada na praça Nereu Ramos, ao lado do prédio do Ipreville”. E cita o art. 2º do mesmo decreto que a árvore deverá ser protegida em uma área de pelo menos 200 m² do seu entorno.

Árvores estão imunes de corte? Quem precisa da figueira? As pessoas ao caminharem pelo Centro de Joinville percebem a grandiosidade desta árvore? Se a figueira da praça Nereu Ramos está imune ao corte pela Fundação do Meio Ambiente desde 2000, longos anos passaram e a população ainda está impossibilitada de admirá-la e usufruir de sua generosa sombra e ostentação arbórea, quesito de suma importância para seu tombamento, conforme o próprio decreto a descreve. O tombamento de algumas espécies arbóreas raras, antigas e de interesse histórico, científico e paisagístico é previsto pela legislação ambiental. Porém, de nada adianta uma árvore ser imune ao corte e ser tombada se não conseguimos usufruir de sua imagem na paisagem cotidiana da cidade em que vivemos.
*HISTORIADORA